11 casas em Tavira
Autores:

Barbara Delgado / Catarina Almada Negreiros
Rogerio Gonçalves / Sofia Judice Gordo
arquitecta paisagista: Rosário Salema
Localização: Alto de Santa Ana, Tavira, Portugal


Os Projectos de Arquitectura da Urbanização e dos novos edifícios habitacionais procuram construir uma nova forma edificada inserindo-a numa estrutura urbana em consolidação.
A solução usufrui das potencialidades do local, reforçando
o seu valor com criação de uma nova tipologia urbana de
marcado carácter público, que se define pelos seguintes parâmetros:

O projecto tem como objectivo uma integração activa
na tradição arquitectónica local, manifestada também na composiçãodos volumes dos diferentes corpos do conjunto urbano.

Enquadramento das edificações adaptando-as à topografia do local. Quarteirão semi-encerrado com edifícios em banda contínua. Definição de um largo público aberto ao exterior, arborizado e diversificado em percursos.A presença do muro circundante em redor dos lotes, que os "cinta"
e separa das zonas de circulação, reforça a unidade do conjunto
e a sua integração no carácter do local.

As tipologias utilizadas para os 11 fogos (1T2 + 9T3 + 1T4),
inseridos em lotes com áreas que oscilam entre 70 e 120m2
de área de implantação, criam um núcleo habitacional coeso
com 2 pisos e 6,60m de cércea.

Caracterização do Projecto de Arquitectura

Dando continuidade aos princípios observados no estudo da urbanização, os projectos de Arquitectura de cada um dos fogos decorrem como sequência formal da concepção global prévia.
A volumetria e a geometria dos alçados pretendem transmitir
uma sequência modular, um ritmo de vãos que se altera
em função das características individualizadas de cada fogo.

Os lotes contêm individualmente moradias unifamiliares
de tipologia duplex, que se desenvolvem em três níveis
de apropriação, interligados por acessos verticais - escadas.

Exemplo de fogo do tipo T3:

Nível 1  
Piso térreo, pátio e área privada: quartos e instalação sanitária.

Nível 2  
Piso 1, onde se desenvolve a parte social: sala comum, cozinha
e instalações sanitárias de apoio.

Nível 3  
Cobertura: açoteia / terraço e telhado de 4 águas.

Alteração das funcionalidades ao nível 1 e 2 consoante a sua localização.

A valorização volumétrica e espacial interna das casas,
conjugam-se com a reinterpretação dos elementos e técnicas construtivas tradicionais.

Normalizar e ritmar o exterior da edificação, um conjunto em
que se identificam as diversas parcelas, surge como
consequência formal do reencontro com a escala e a morfologia do terreno.

No exterior as fachadas são sóbrias e pintadas em reboco
de cal de cor branca, sendo os planos contínuos das 4 bandas rasgados por vãos verticais.

O telhado em telha de canudo tipo Sta. Catarina reforça a
identidade do lugar, ocupando sensivelmente metade da área construída, sendo a restante área em açoteia / terraço.